quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Presos do Comando Vermelho iniciam greve de fome no Ceará ordenado por “salve geral”

O protesto se estende por vários estados brasileiros desde ontem

O “salve geral” da facção criminosa carioca  Comando Vermelho (CV), ordenando que todos os integrantes da quadrilha entrem em greve de fome em todos os presídios, penitenciárias e cadeias públicas de todo o país, começa ater a adesão dos presidiários do Ceará.  O movimento começa a surgir numa das unidades do Complexo Penitenciário de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
O protesto da organização criminosa já se espalha por diversos estados brasileiros e no Ceará teve início na quarta-feira. Os detentos cearenses seguem a uma ordem geral que partiu do comando do crime no Rio de Janeiro.
O protesto do CV é contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de impedir o retorno de presos membros de facções a seus estados de origem após temporada para cumprimento de Regime Disciplina Diferenciado (RDD) em penitenciárias federais de segurança máxima.
O presidente do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará, advogado Cláudio Justa, informou que na CPPL 1, onde estão separados os presos do Comando Vermelho, o movimento do iniciado na madrugada de quarta-feira e que a situação pode piorar se houver a adesão de integrantes de facções aliadas, como a Família do Norte (FDN) e os presos que dizem pertencer à “Massa”, isto é, não serem membros de nenhuma facção.

País afora - No estado do Acre, os mais de 600 detentos integrantes do Comando Vermelho continuam em greve de fome no pavilhão A do Presídio Estadual Francisco D’Oliveira Conde, em Rio Branco, em protesto contra a decisão do ministro.

Detentos de 12 unidades prisionais do Rio também iniciaram, ontem (8), a uma greve de fome. A Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) afirmou que “a alimentação está sendo servida e as visitas não estão suspensas, mas que apesar disso, os internos recusaram o café da manhã e os familiares não compareceram às visitas”.

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