Três policiais militares foram mortos e quatro policiais
civis baleados durante troca de tiros com quadrilha de roubos a carros-fortes
em Quixadá
Dois homens acusados de
matar três policiais militares, além de sequestrar outros dois agentes, na
cidade de Quixadá, no interior do Ceará, foram absolvidos em um julgamento
realizado nesta quinta-feira (26) na 1ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza. A
sentença veio quase dez anos após o crime, realizado em junho de 2016.
Jovanny Rodrigues Pinheiro e Veridiano
Rabelo Cabral Júnior foram apontados como integrantes de uma quadrilha de
roubos a carros-fortes.
Eles foram acusados de 21 crimes
03 homicídios
duplamente qualificados (para assegurar a vantagem de outro crime e contra
autoridade)
05 tentativas de
homicídio
02 sequestros
07 roubos majorados
03 adulterações de
sinal identificador de veículo automotor
Organização criminosa
No julgamento, o Conselho de Sentença inocentou Jovanny e
Veridiano de todas as acusações. Segundo a defesa dos acusados, eles foram
presos há oito anos.
Mortes dos policiais - A ação que terminou na
morte de três policiais militares e quatro policiais civis baleados ocorreu em
junho de 2016.
Na ocasião, os agentes trocaram tiros com 15 assaltantes que interceptaram
um carro-forte na localidade de Uruquê, entre os municípios de Quixeramobim e
Quixadá, no Sertão Central do Ceará.
Armados com escopetas e fuzis, os ladrões renderam os seguranças e pegaram
o dinheiro. Logo em seguida, efetuaram vários tiros contra o carro-forte e
atearam fogo no veículo.
Os criminosos fugiram em um carro da polícia logo após os crimes, levando
outros dois PMs como reféns, que foram liberados em uma estrada na saída do
município.
Outras fases do processo - Ao todo, 11 réus foram denunciados pelo Ministério Público do Ceará por
participação nesses crimes. Um deles, José Massiano Ribeiro, foi condenado a
123 anos e 4 meses de prisão. A sentença foi definida em 2021.
Considerado um dos
criminosos mais procurados do Ceará, José Massiano ficou foragido por três anos
e foi capturado em 2019, em Bom Jesus, no Piauí. Na época, a Polícia Civil
informou que ele era motorista e olheiro de um grupo criminoso envolvido em
assaltos a carros-fortes.
Em 2020, o Supremo Tribunal Federal negou um recurso da defesa de Jovanny
Rodrigues Pinheiro, que havia pedido a revogação da prisão preventiva.
À época, o ministro Gilmar Mendes julgou que a prisão do acusado era
justificada para garantir a ordem pública, considerando as circunstâncias em
que os crimes foram praticados e a periculosidade do acusado.
Em 2024, outros dois acusados foram absolvidos após julgamento realizado em
Fortaleza: David William Lázaro e João
Victor da Silva.
Apesar das acusações, o júri popular, formado por sete pessoas, decidiu
absolver os dois acusados. O crime de sequestro, atribuído a João Victor, teve
a punibilidade prescrita, já que o réu era menor de 21 anos na época do crime.
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