Termo circunstanciado da Polícia Federal encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última sexta-feira (29) indica que o bicheiro Carlinhos Cachoeira ameaçou um agente penitenciário e ofereceu suborno de R$ 200 a outros presos da Papuda, em Brasília, para que eles confirmassem a versão do bicheiro em uma discussão ocorrida há cerca de duas semanas. Um termo circunstanciado é o registro de uma infração de menor potencial ofensivo. No caso em questão, a infração seria a desobediência, cuja pena é de até seis meses de detenção e multa, e desacato, com detenção de até dois anos ou multa, a um servidor público por parte do bicheiro.
A confusão aconteceu no dia 21 de junho, após discussão sobre a programação a que os presos assistiam. Conforme o documento da PF, Cachoeira reclamou do programa, que considerou muito violento, e pediu para o aparelho ser desligado. A discussão entre os presos fez com que três agentes penitenciários interferissem.
Um dos agentes afirmou que, ao ordenar procedimento de segurança ("que o preso fique em silêncio, com as mãos para trás, aguardando o comando dos agentes"), Carlinhos Cachoeira o teria ameaçado. Cachoeira está preso desde 29 de fevereiro, acusado na Operação Monte Carlo de utilizar policiais, políticos e empresários em uma rede para explorar o jogo ilegal.
“Quem você pensa que é para me tratar assim? Vou usar toda minha influência para levá-lo à Corregedoria e à Justiça. O Márcio (Thomaz Bastos, advogado e ex-ministro da Justiça) vai vir agora à tarde e isso não vai ficar assim”, relatou que ouviu como resposta o servidor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).
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