O município de União dos Palmares, interior de Alagoas, na Zona da Mata, região conhecida pelo clima, úmido e agradável. Porém, há mais de quatro meses o cenário mudou. A estiagem prolongada secou o Rio Mundaú que abastece a cidade. Sem ter onde conseguir água, muitos moradores deixaram a cidade para tentar a vida em uma outra cidade. Muitos agricultores familiares não tiveram como alimentar os animais. “A alternativa foi soltar os bichos. Cortei as cordas das minhas cabras para que elas pudessem arrumar uns talinhos de comida no meio do mundo”, afirmou uma moradora. Cerca de 60% do abastecimento de água da cidade depende do Rio Mundaú, que está com o nível abaixo do normal. A principal unidade de captação opera no limite mínimo. Alguns bairros ficam até cinco dias sem água e, se não chover nos próximos dias, a prefeitura deve decretar situação de emergência.

Rio Canhoto, que já protagonizou uma das maiores cheias na região, hoje
sofre com a seca
No município de São José da Laje já acontece um rodízio de água para tentar minimizar os efeitos da seca. Há pouco mais de dois anos a população de São José da Laje, que fica na Zona da Mata de Alagoas sofreu com uma das piores cheias da história do estado. O rio Canhoto transbordou e destruiu casas e pontos comerciais na região. Hoje, dá até para andar sobre as pedras que antes ficavam submersas. A maioria das famílias depende da agricultura de subsistência para sobreviver. Os dados da sala de alerta do Estado, que monitora o clima em Alagoas, revelam que nos últimos 12 meses choveu apenas 50% do esperado na Zona da Mata. Mas as previsões para a região são otimistas.

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