
Mizael Bispo vai a júri popular a partir desta segunda-feira
(11), no Fórum Criminal de Guarulhos
Apesar de estar preso há mais de
um ano no Presídio Militar Romão Gomes, o acusado de matar Mércia Nakashima,
Mizael Bispo, tem até hoje fama de “folgado” e não mantém bom relacionamento
com os colegas dentro da cadeia. Dias antes do julgamento do policial militar
reformado, a reportagem entrou na penitenciária na zona norte de São Paulo,
visitou algumas alas do local e ouviu de detentos que o réu “aprontou bastante
lá dentro”. De acordo com os presos, Mizael sempre foi “folgado” e se sentiu
dono de si. Um dos detentos diz acreditar que ele teria esse comportamento pelo
fato de “ser estudado”. O réu, que foi cabo da Polícia Militar, é também
advogado. No entanto, ele não seria o único com ensino superior a cumprir pena
no Romão Gomes, diz o detento. Diante de tal postura, não foram poucas as vezes
que Mizael Bispo “levou coça” de outros detentos dentro do presídio. Uma delas
teria sido quando roubou um pedaço de bolo de um colega. Por conta da briga,
Mizael e o outro detento tiveram suspenso o direito a visitas. Um dos presos
ouvidos contou que, em outro episódio, um detento que estava sendo transferido
de cadeia, ao cruzar com Mizael, “fez questão” de dar um soco no ex-PM antes de
deixar o presídio Romão Gomes.
Isolamento - Hoje, o acusado de
matar Mércia Nakashima vive sozinho em uma cela. “Ele baixou mais a bola”
depois de ser hostilizado na cadeia, diz um dos detentos.
Defesa - O advogado de defesa Ivon Ribeiro negou que
Mizael tenha tido o comportamento traçado pelos colegas de presídio. Para ele,
a figura da arrogância vem do fato de ele ser “a única pessoa com grau
superior”.
Acusação - O promotor do caso
afirmou que tem conhecimento das confusões em que Mizael Bispo esteve envolvido
durante este período no Romão Gomes e que essas informações fazem parte do
processo.
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