
A seca que acontece há três anos somente tem agravado a crise da pisicultura no Castanhão, onde também se ressentia de um manejo inadequado
Secretaria de Pesca e Aquicultura do município de Jaguaribara alerta para a crise na piscicultura no Açude Castanhão, que poderá se agravar, caso os órgãos competentes não se posicionem para resolver alguns dos problemas detectados há alguns anos.
O parque aquícola de Jaguaribara é o maior de todo o açude e, só neste ano, enfrentou duas grandes mortalidades do pescado. A secretaria executiva de Aquicultura e Pesca de Jaguaribara, revela que a atividade vem sendo realizada "à vontade", há mais de 10 anos, sem a atuação efetiva do Ministério da Pesca e da Agência Nacional de Águas (ANA), responsáveis pela aquicultura.
Os antigos agricultores da Velha Jaguaribara, que só aprenderam a pescar, estão despreparados e desamparados pelos órgãos competentes para enfrentar efetivamente as consequências. Os primeiros tanques-rede foram colocados no Castanhão em 2003, cerca de seis meses depois que foi inaugurado, o que aconteceu em dezembro de 2002.
Porém, foi somente em 2008 que o Ministério da Pesca e Aquicultura estabeleceu as áreas para a piscicultura. A partir daí, o açude foi licitado em parques aquícolas e divididos em espelhos d´água. Na época, 647 famílias das cidades de Jaguaretama, Alto Santo e Jaguaribara, que atuavam no açude, foram selecionadas para receber os Títulos de Cessão de Águas da União.
As famílias selecionadas poderiam usar as águas do reservatório para criar peixe em tanques-redes (gaiolas submersas), em áreas com licenciamento ambiental, autorização da Marinha e outorga de água pela Agência Nacional das Águas (ANA). De acordo com a secretaria, o processo de licitação ocorreu como estava previsto e, posteriormente, houve a entrega das concessões de usos. No entanto, a parte mais importante, que é a demarcação dos espelhos, não foi realizada até hoje.
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