
Amarildo desapareceu após ser detido pela PM
O inquérito policial da Divisão
de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro apontou que o ajudante de
pedreiro Amarildo de Souza foi submetido a choques elétricos e asfixiado com
saco plástico. O caso Amarildo tem causado desconfiança e revolta quanto à
atuação de policiais e ações semelhantes têm sido registradas em outros
estados, como no Ceará.
No estado, a Controladoria Geral
de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD)
registrou um aumento de mais de 200% no número de processos em andamento contra
policiais de 2012 a 2013. Em todo o ano passado foram abertos 480 processos,
enquanto em 2013 – até o início de agosto, esse número pulou para 1.837. Em
2012, a Controladoria afirmou que 8 pessoas foram mortas por policiais. Já em
2013, o número chegou a 7 até o fim de setembro. Os dados apresentados pela CGD
dizem respeito à Polícia Militar (PM), Polícia Civil, Sistema Penitenciário,
Corpo de Bombeiros Militar e Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). O
primeiro órgão é o principal alvo de denúncias, com 59% delas em 2013. Depois,
aparece a Polícia Civil (25%), seguida pelo Sistema Penitenciário (4%). Dentre
as denúncias mais frequentes, estão abuso de autoridade, agressão física,
ameaça e concussão/corrupção/extorsão. No caso de extorsões, o Ceará tem um
destaque negativo. Em abril deste ano, o estado foi apontado pelo Ministério da
Justiça como o 10º do Brasil em extorsão policial.
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