quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Testemunha diz que filho matou gerente do Rei do Bacalhau por saber demais

A Justiça do Rio de Janeiro começou nesta terça-feira o julgamento do comerciante Antonio Fernando da Silva e de Marcio dos Santos Pereira, vulgo Cachorrão. Os dois respondem por homicídio duplamente qualificado pela morte do gerente financeiro do restaurante Rei do Bacalhau, José Maurício de Almeida, na Ilha do Governador, em 2010. Até o início da noite desta terça, pelo menos duas testemunhas de acusação prestaram depoimento. O policial civil Marcos Vinícius Cardoso afirmou em seu depoimento que a vítima sabia que Antonio estaria devendo mais de R$ 500 mil em sonegação de impostos e que o gerente financeiro foi morto porque sabia demais. Antonio é filho adotivo de Plácido da Silva Mendes, dono do restaurante. O policial afirmou que a polícia tratou o caso, inicialmente, como latrocínio (roubo seguido de morte). No dia do crime, um homem identificado como Adilson Vieira foi preso em flagrante logo após a morte de José Maurício.  No entanto, os policiais constataram que a vítima não teve seus pertences levados (R$ 4 mil em uma mala) quando foi executada. Após pedir a quebra de sigilo telefônico de Adilson, os policiais identificaram uma série de ligações entre ele e Márcio. Adilson foi preso e depois confessou ter participado do crime. Ele afirmou ter sido acionado por Cachorrão para, juntos, assassinarem o diretor financeiro. Adilson foi beneficiado pela delação premiada e está em liberdade. Além da morte do gerente financeiro, Antonio responde, em outros processos, pelos assassinatos do pai e de mais três vítimas. 

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