
Policiais da Rota invadiram lava-rápido no dia do caso
Uma vaquinha foi feita para que três policiais militares da Rota, acusados de assassinato, conseguissem pagar o advogado para enfrentar, pela segunda vez pelo mesmo crime, o Tribunal do Júri. Um simpatizante da Rota, que não quer ser identificado, doou um carro para ser rifado. Uma televisão também foi sorteada. Os PMs precisavam de R$ 45 mil. O soldado Marcos Aparecido da Silva, o cabo Levi Cosme da Silva Júnior e sargento Carlos Aurélio Thomaz Nogueira são acusados de torturar e matar a tiros, em maio de 2012, no acostamento da rodovia Ayrton Senna, o suposto integrante do PCC Anderson Minhano. Uma pessoa disse ter visto a execução e os policiais foram detidos no mesmo dia. O trio foi absolvidos no primeiro julgamento, em novembro de 2012. Após recurso do Ministério Público, porém, a Justiça considerou, segundo a assessoria do TJ-SP, que a decisão dos jurados não condizia com os autos e anulou o julgamento. Na mesma ocorrência em que Minhano foi morto, outros cinco integrantes da facção morreram. O caso teve início no estacionamento do restaurante Barracuda Sushi Bar, onde também funcionava um lava-rápido, na Penha (zona leste). Na época, a PM afirmou que Minhano e os outros mortos estavam reunidos para resgatar um preso que seria transferido para Penitenciária de Presidente Venceslau, onde está a cúpula do PCC. Na versão dos policiais, houve uma troca de tiros. Todos os baleados foram socorridos pela própria PM. Segundo a testemunha, porém, os três policiais que estavam com Minhano teriam parado a viatura na rodovia e cometido o crime. Após o caso, o PCC intensificou os ataque contra PMs. No total, 106 policiais foram mortos em 2012.
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