
Soldado Denis esteve
na Secretaria de Segurança
O delegado da Polícia Civil
Graciliano Lordão, atualmente titular da DP de Canguaretama, interior do Rio
Grande do Norte, está sendo investigado pelo Ministério Público sob a suspeita
de ter recebido dinheiro, em dezembro do ano passado, para soltar um traficante
de drogas preso no bairro de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal. O policial
militar e o agente de Polícia Civil que fizeram a denúncia ao MP à época dizem
que agora estão sendo ameaçados de morte. O delegado nega as denúncias. Na
noite de terça-feira (28), o soldado Denis Fernandes de Brito Lima, lotado no
5º Batalhão da PM, e o agente Gustavo gravaram e enviaram para grupos de
WhatsApp áudios nos quais pedem socorro, dizem estar marcados para morrer e
afirmam ter tomado conhecimento de que o delegado teria contratado pistoleiros
da cidade de Mombaça, interiordo Ceará, para matá-los. “Sobre a denúncia da
extorsão tudo isso é um mal entendido e não procede. Na verdade não posso dar
detalhes neste momento porque se trata de uma investigação muito grande. Em
relação a essa história de que teria contratado pistoleiros pra executar
policiais é uma grande mentira, mas na hora exata toda a verdade vai aparecer”,
limitou-se a dizer o delegado Graciliano Lordão.
Extorsão - O soldado Denis conta
que em meados de 2013 prendeu um suspeito de tráfico de drogas em Ponta Negra e
o encaminhou para a 15ª Delegacia de Polícia no mesmo bairro. De acordo com o
soldado, em uma busca realizada na casa do suspeito foram encontrados R$ 20 mil
em dinheiro. Segundo ele, o delegado Graciliano Lordão não autuou o suspeito e
dias depois, mais uma vez, o soldado se deparou com o suspeito solto quando o
próprio disse que teria pago ao delegado para ser solto.

Delegado Graciliano
Lordão nega as denúncias feitas pelos policiais
Lordão - Graciliano Lordão tem 47
anos. Vinte e seis deles, dedicados à Polícia Civil. Nasceu em Santa Rita, na
Paraíba, mas mora há 11 anos no RN. No estado, tem passagem pelas delegacias de
Furtos e Roubos, em Natal, 1ª DP de Parnamirim, e 15ª DP de Ponta Negra, também
na capital potiguar.
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