segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Vaticano dá aval para processo de beatificação de 'santo surfista' do Rio

Surfista morreu afogado em 2009 e é candidato a se tornar santo (Foto: Arquidiocese / Divulgação)
Surfista morreu afogado em 2009 e é candidato a se tornar santo

O processo de beatificação do seminarista Guido Schaffer recebeu o "Nihil Obstat" (nada consta) do Vaticano e a Arquidiocese do Rio instalará um tribunal para dar início ao processo, solicitado em maio. As informações são do site oficial da Arquidiocese do Rio. Junto ao pedido, foram enviadas histórias de vida de Guido para comprovar que ele vivia de acordo com os ensinamentos da Igreja. Ele morreu em 2009 enquanto surfava, após sofrer uma convulsão. O pedido de beatificação de Guido, que morreu às vésperas de se tornar padre, foi apresentado oficialmente cinco anos após sua morte, tempo necessário para iniciar o procedimento. Como a avaliação do pedido leva de seis a oito meses, a primeira fase do processo pode ter início até janeiro de 2015. O Brasil pode ter tão cedo a chance de ganhar mais um santo em sua História. Primeiro santo nascido no Brasil, Frei Galvão foi canonizado pelo papa Bento XVI, em São Paulo, em 11 de maio de 2007. Guido morreu às vésperas de se tornar padre. Devido à forma como acolhia o próximo, Guido é chamado de 'São Francisco de Assis Carioca'.

Guido morreu às vésperas de se tornar padre (Foto: Arquidiocese / Divulgação)
Guido morreu às vésperas de se tornar padre

Surfista, médico e seminarista - Guido Vidal França Schäffer nasceu no dia 22 de maio de 1974, em Volta Redonda. Ele era um jovem surfista, médico, conhecido por seu envolvimento nas causas sociais e morreu aos 34 anos, quando estava prestes a se tornar padre. No dia 1º de maio de 2009, surfando na Praia do Recreio em comemoração à despedida de solteiro de um amigo, o jovem seminarista, que estava prestes a se formar, morreu afogado. O acidente gerou grande comoção. Desde então, todo dia 22 (dia de seu nascimento), uma grande quantidade de pessoas participa da missa celebrada em sua homenagem no seu túmulo, no cemitério São João Batista, em Botafogo.

Processo de Beatificação e Canonização

Servo de Deus – Cinco anos após a morte do candidato, o responsável pela arquidiocese dá início à compilação dos documentos que contenha toda e qualquer informação relevante sobre o mesmo.
Venerável – Após o nihil obstat (nada consta) ser concedido, um tribunal eclesiástico investiga a santidade do Servo de Deus.
Beato – Essa fase consiste em provar se os milagres atribuídos ao candidato têm explicação científica. Uma junta médica é convocada para uma análise minuciosa. Após o primeiro milagre ser confirmado, o candidato a santo passa a ser chamado de beato.
Santo – Depois de ser confirmado o segundo milagre, a Congregação para a Causa dos Santos do Vaticano encaminha o processo para o Papa. Logo em seguida, o processo é encerrado com a canonização do candidato.

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