
A Justiça do Rio aceitou nesta
quarta-feira (14) a denúncia do Ministério Público e decretou a prisão dos
policiais militares Marcio José Watterlor Alves e Delviro Anderson Moreira
Ferreira, pela morte da jovem Haíssa Vargas Motta, em agosto de 2014. Eles são
acusados pelo crime de homicídio duplamente qualificado – motivo fútil e
recurso que dificulta ou impossibilita a defesa da vítima. O principal
argumento para a prisão é preservar a segurança de testemunhas do processo,
segundo a Justiça. Haíssa foi morta durante uma abordagem policial em
Nilópolis, na Baixada Fluminense, quando voltava de uma festa com amigos. Um
vídeo divulgado pela revista "Veja" mostrou a ação que terminou com o
homicídio. Na gravação, os dois policiais em uma viatura mandaram um carro onde
estavam um rapaz e três amigas parar. O veículo não parou e o PM Márcio José
Watterlor posicionou o fuzil para fora do carro e efetuou cerca de 10 tiros na
direção do veículo. A jovem foi atingida nas costas.

Vítima
Quando o veículo para, os
policiais descem e uma das jovens implora: “Ajuda ela aqui. Pelo amor de Deus.
Ajuda ela aqui, moço”, suplica uma delas. As amigas, que não foram feridas, entram
no carro dos policiais e seguem o carro onde está a jovem ferida até o
hospital, onde Haíssa morreu. No caminho, os policiais conversam com as amigas
e um deles questiona o motivo de o grupo não ter parado. “Não, não justifica,
tá. Não justifica ter dado o tiro, tá bom?”, alega o PM. Ao ligar o rádio para
comunicar o que ocorreu, um dos policiais diz: “Não sei nem o que eu falo aí”. Ao
relatar o que ocorreu, o policial ainda admite: “Dá um auxílio aqui também que
a gente tá meio barata voa”. O relógio da câmera da viatura policial mostra que
eram quase 6h do dia 2 de agosto do ano passado.
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