
Um oficial da Brigada Militar se
envolveu em uma polêmica no último sábado (6) ao fazer um comentário em um
grupo de Whatsapp que reúne jornalistas e policiais. Dois repórteres relataram
que havia somente uma viatura fazendo o policiamento em um evento noturno que
ocorria no Parque da Redenção, em Porto Alegre, por volta da meia-noite, com a
presença de milhares de pessoas. Em resposta, o tenente-coronel Francisco
Vieira, comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), sugeriu que os
participantes chamassem "o Batman ou o super-homem" e alegou que o
público não queria a presença dos policiais militares. "A BM pra eles não
presta. Mande ligar para o 190". A conversa ocorreu em um grupo de
Whatsapp utilizado para informar sobre ocorrências da área do 9º BPM. O evento
em questão se chama Serenata Iluminada, que ocorre periodicamente para discutir
e estimular a ocupação de locais públicos. Segundo os jornalistas que
questionaram o oficial, assaltantes estavam aproveitando para atacar as pessoas
em locais mais escuros da Redenção.

“Quem frequenta esse tipo de
evento não quer BM perto. Agora aguentem! Que chamem o Batman! Ou o
super-homem", escreveu. "Gente do bem está em casa agora!" (...)
Então que saiam dali. Eu não aconselho a ficar ali. Até porque se eu mandar uma
viatura lá, com dois PMs, serão hostilizados". O coronel disse que não se
tratava de uma declaração, apenas um comentário em uma conversa informal.
"Não foi uma declaração. Foi uma conversa informal. Fiz uma certa analogia
em tom de brincadeira", afirmou. "Quantas vezes nesse grupo de
whatapp a gente já brincou, falou e compartilhou piadas e nunca aconteceu nada
disso". Ainda de acordo com o tenente-coronel Vieira, o evento no parque
aconteceu sem autorização ou apoio do poder público. "É um grupo que se
reúne de vez em quando. Em momento algum
se consulta a Brigada Militar. Nunca foi feito um pedido formal para que
acompanhássemos o evento, nada disso. Não posso tirar mais de uma viatura para
cuidar de um evento que acontece a revelia do poder público, organizado por
pessoas que não querem a nossa presença".
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