sexta-feira, 5 de junho de 2015

Mulher gravou mensagem para marido assassinado

Eliana Freitas Barreto foi presa e confessou o crime / Reprodução/Band
Eliana foi presa e confessou o crime

Pouco antes que o assassinato planejado por ela fosse executado, a professora Eliana Freitas Barreto deixou uma mensagem no celular do marido, Luiz Eduardo de Almeida, morto com três tiros na Avenida Luiz Carlos Berrini, em São Paulo, na segunda-feira (1º). Na gravação, a mandante do crime disse que tinha ficado chateada com o executivo, após procurá-lo para contar seus problemas e ter percebido que ele estava “triste”. Eliana era casada há 30 anos e planejou o assassinato por um ano, junto com o amante, Marcos Fábio. A dupla, que se conheceu em 2002 e voltou a se relacionar em 2013, foi presa após investigação da polícia e confessou o crime.

A vítima Eduardo Barreto e a mulher dele, Eliana Barreto, suspeita de participar da morte do marido (Foto: Reprodução/Facebook)
A vítima Eduardo Barreto e a mulher dele, Eliana Barreto, suspeita de participar da morte do marido

O assassinato foi encomendado por R$ 3 mil a Eliezer Aragão da Silva, que havia terminado de cumprir 17 anos de prisão recentemente. O contato com o assassino foi feito por Marcos, que mentiu sobre o valor para a cúmplice e pediu que ela fizesse um empréstimo bancário de R$ 7 mil. Com o assassinato, os amantes pretendiam receber R$ 500 mil de um seguro de vida feito pela vítima. Parte do dinheiro seria usada na compra de uma loja em Guaratinguetá, no interior de São Paulo. Eliezer Aragão foi preso em uma estação de trem minutos depois do ataque, que inicialmente o crime parecia um latrocínio – roubo seguido de morte -, mas a polícia descobriu que se tratava de um assassinato premeditado após ter acesso a uma foto da vítima, gravada no telefone do autor dos disparos, que acabou entregando Eliana e Marcos.

Assassinato na região da Berrini foi encomendado, diz delegado (Foto: Glauco Araújo/G1)
Assassinato foi encomendado

Além disso, imagens de câmera de segurança na região da Avenida Berrini mostraram o amante conversando com Eliezer pouco antes do crime. Foi Marcos quem avisou Eliana, por telefone, que o executivo estava morto. Segundo a polícia, a mulher agiu com frieza ao falar sobre o caso, dormiu à noite e fez todas as refeições desde que foi presa. Os envolvidos vão responder por homicídio triplamente qualificado e podem pegar até 30 anos de prisão.

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