
Eliana foi presa e confessou o crime
Pouco antes que o assassinato
planejado por ela fosse executado, a professora Eliana Freitas Barreto deixou
uma mensagem no celular do marido, Luiz Eduardo de Almeida, morto com três
tiros na Avenida Luiz Carlos Berrini, em São Paulo, na segunda-feira (1º). Na
gravação, a mandante do crime disse que tinha ficado chateada com o executivo,
após procurá-lo para contar seus problemas e ter percebido que ele estava
“triste”. Eliana era casada há 30 anos e planejou o assassinato por um ano,
junto com o amante, Marcos Fábio. A dupla, que se conheceu em 2002 e voltou a
se relacionar em 2013, foi presa após investigação da polícia e confessou o
crime.

A vítima Eduardo
Barreto e a mulher dele, Eliana Barreto, suspeita de participar da morte do
marido
O assassinato foi encomendado por
R$ 3 mil a Eliezer Aragão da Silva, que havia terminado de cumprir 17 anos de
prisão recentemente. O contato com o assassino foi feito por Marcos, que mentiu
sobre o valor para a cúmplice e pediu que ela fizesse um empréstimo bancário de
R$ 7 mil. Com o assassinato, os amantes pretendiam receber R$ 500 mil de um
seguro de vida feito pela vítima. Parte do dinheiro seria usada na compra de
uma loja em Guaratinguetá, no interior de São Paulo. Eliezer Aragão foi preso
em uma estação de trem minutos depois do ataque, que inicialmente o crime
parecia um latrocínio – roubo seguido de morte -, mas a polícia descobriu que
se tratava de um assassinato premeditado após ter acesso a uma foto da vítima,
gravada no telefone do autor dos disparos, que acabou entregando Eliana e
Marcos.

Assassinato foi encomendado
Além disso, imagens de câmera de
segurança na região da Avenida Berrini mostraram o amante conversando com
Eliezer pouco antes do crime. Foi Marcos quem avisou Eliana, por telefone, que
o executivo estava morto. Segundo a polícia, a mulher agiu com frieza ao falar
sobre o caso, dormiu à noite e fez todas as refeições desde que foi presa. Os
envolvidos vão responder por homicídio triplamente qualificado e podem pegar
até 30 anos de prisão.
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