
O Ministério Público da Paraíba
(MPPB) instaurou, nesta segunda-feira (8), procedimento preparatório para
investigar a conduta dos policiais e as circunstâncias que levaram à prisão de
três pessoas e à apreensão de dois adolescentes suspeitos de envolvimento na
morte de um policial militar durante um assalto a um posto de combustíveis na
cidade de Patos, no Sertão Paraibano. Os suspeitos foram expostos pela Polícia
Militar em um "desfile" em carro aberto após serem detidos no último
sábado (6). Em nota, a assessoria da Polícia Militar negou que tenha ocorrido
um "desfile" com os suspeitos e informou que "os que estavam na
parte de cima das viaturas eram maiores de idade e os menores estavam na parte
de dentro, sem algemas. Além de mostrar transparência na ação para evitar possíveis
denúncias de que eles teriam sofrido algum tipo de agressão neste
trajeto". Além disto, a nota diz que "os próprios policiais da região
evitaram o linchamento dos acusados quando chegaram à delegacia, já que a
população estava bastante exaltada com a morte do policial e queria a todo
custo agredir os suspeitos". A operação para prisão e apreensão dos
suspeitos mobilizou mais de 80 policiais. Além dos cinco detidos, outros dois
criminosos morreram em uma troca de tiros durante a ação, segundo a PM. Segundo
a assessoria de imprensa do MPPB, além das circunstâncias sobre a prisão, será
investigado como ocorreu a morte do Policial Militar durante o assalto ao posto
de combustíveis, e de dois suspeitos em uma troca de tiros com a polícia. Ainda
conforme a assessoria de imprensa, os promotores de Justiça vão requerer os
relatórios das ocorrências policiais e das cópias dos autos de prisão em
flagrante para apurar o que aconteceu e identificar os policiais envolvidos nos
fatos. O Ministério Público estadual tem 90 dias para concluir as diligências.

Polícia Militar desfilou
em carro aberto com suspeitos, entre eles dois adolescentes, em Patos
OAB critica postura de policiais
- A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Paraíba, criticou, nesta
segunda-feira (8), a Polícia Militar por ter exposto em um "desfile"
em carro aberto os suspeitos de envolvimento na morte de um policial militar. “Por
pior que seja o bandido, ele não pode ser conduzido em plena via pública como
troféu. A OAB não aceita isso de jeito nenhum porque essa atitude vai de
encontro a toda e qualquer defesa dos direitos humanos. O tempo do cangaço já
passou” - “Se o preso transgrediu uma norma, a determinação é que ele seja
levado para a cadeia e depois que responda a um processo”.
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