terça-feira, 14 de julho de 2015

Jovens espancados por seguranças de shopping relatam as agressões - “Ele dizia: ‘bate no viadinho’”


Ao sair da Parada LGBT de Santo André, no ABC Paulista, no dia 5 de julho, um grupo de amigos não sabia o que estava por vir depois de um dia de luta contra o preconceito.Eles relatam que, quando foram buscar o carro no estacionamento do shopping
Grand Plaza, foram duramente agredidos por seguranças do estabelecimento. O R7 conversou com algumas dessas vítimas. Veja nas imagens a seguirAo sair da Parada LGBT de Santo André, no ABC Paulista, no dia 5 de julho, um grupo de amigos não sabia o que estava por vir depois de um dia de luta contra o preconceito. Eles relatam que, quando foram buscar o carro no estacionamento do shopping Grand Plaza, foram duramente agredidos por seguranças do estabelecimento. Segundo os jovens, quando chegaram ao estabelecimento, os acessos estavam fechados e eles foram barrados pelos seguranças. As agressões teriam começado quando os funcionários perceberam que a ação estava sendo filmada. Nathália Góes, uma das meninas agredidas, conta que os seguranças ficaram “fora de si” e só pararam de bater no grupo quando outra jovem “levou um murro no nariz e desmaiou”. Marcela Correa foi quem desmaiou após um soco. Ela diz que não se recorda muito do que aconteceu naquele dia, mas que sabe que o que provocou o desmaio foi “um soco direto na face” e que ficou desacordada por cerca de 30 segundos. — É traumatizante. A gente acha que acontece com o vizinho, mas nunca com a gente. Viviane Andrade também foi agredida e conseguiu fazer imagens da violência, mas o vídeo ainda não foi divulgado. Ela diz que o acontecido “tira aquela máscara que a homofobia tem na sociedade”. — Era uma coisa que ninguém esperava, ainda mais depois de um ato LGBT, onde é pautada a homofobia. A gente tinha aquela crença que a homofobia estava sendo vencida. E quando a gente passa por isso, você se torna uma estatística. As jovens afirmam que nenhuma provocação motivou as agressões. Segundo Nathália, o grupo voltava da parada tranquilamente com uma bandeira com as cores LGBT. O grupo planeja um ato para o próximo sábado (18), em frente ao shopping onde aconteceram as agressões. Marcela afirma que a ideia é chamar a atenção para o caso. — Eu quero mostrar que eu tenho direito de fazer o que eu quiser. Eu sou livre como qualquer cidadão que pode ir e vir de acordo com as leis. O meu limite começa onde acaba o seu.

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