
Ricardo dos Santos, o
Ricardinho, foi morto após discussão em janeiro
A Polícia Militar de Santa
Catarina decidiu expulsar da corporação o policial militar Luís Paulo Mota
Brentano, acusado de matar o sufista Ricardo dos Santos, o Ricardinho, em
janeiro deste ano. De acordo com o 8º Batalhão em Joinville, no Norte
catarinense, Brentano foi notificado da decisão nesta quinta-feira (16). Ainda
cabe recurso e por enquanto ele segue preso no batalhão. O crime aconteceu
depois de uma discussão na Guarda do Embaú, em Palhoça, na Grande
Florianópolis. No processo que corre em paralelo na Justiça, o policial aguarda
decisão que determinará se ele irá ou não a júri popular. O PM alega legítima
defesa.
O crime - Ricardinho, de 24 anos,
e o PM teriam se desentendido em frente à casa do atleta, na Guarda do Embaú,
em Palhoça, no dia 19 de janeiro. O policial, que estava de folga, confessou
ter dado dois tiros na vítima, mas alegou legítima defesa. As balas perfuraram
vários órgãos internos. Uma acertou Ricardinho pelas costas e a outra o
atravessou o corpo pela lateral. O surfista morreu no dia seguinte no Hospital
Regional de São José. Ele foi enterrado em 21 de janeiro, no cemitério de Paulo
Lopes, cidade vizinha do município onde ele morava. Exames feitos pelo
Instituto Geral de Perícias (IGP) comprovaram que o policial que atirou em
Ricardinho havia ingerido bebida alcóolica antes do crime.
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