Bombeiros, Samu e Defesa Civil
lutam contra o tempo para salvar os soterrados

O prédio se transformou em
escombros e atingiu um caminhão de distribuição de água e um mercadinho em
frente ao residencial
Tragédia. Esta foi a palavra que mais se ouviu entre
as dezenas de pessoas que se aglomeravam no trecho de quatro quarteirões
isolados pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros Militar após o
desabamento de um antigo prédio residencial de sete andares localizado na Rua
Tomás Acioli, próximo ao cruzamento com a Rua Tomás Acioli, no bairro Dionísio
Torres, zona nobre de Fortaleza. Uma pessoa morreu, 9 ficaram feridas e 10
estão desaparecidas.
O prédio desabou por volta de 10h30 e parte dos escombros atingiram um
mercadinho localizado em frente ao residencial. Naquela hora, um caminhão
estava parado na porta do estabelecimento comercial e os funcionários
descarregavam garrafões de água. Ao menos, cinco pessoas, sendo o proprietário
do mercadinho e três clientes, além de um ajudante do caminhão foram
soterrados.
Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu chegaram ao local e esperaram o
desligamento da rede de energia elétrica do quarteirão para que fossem
iniciados os procedimentos de socorro. Fios e cabos energizados estavam caídos
representando um perigo a mais para os moradores. A densa nuvem de poeira se
dissipou rapidamente e muita areia ficou espalhada no quarteirão inteiro.
Cerca de uma hora e meia, depois, o primeiro sobrevivente foi resgatado
dos escombros e colocado numa maca do Samu, sendo levado em uma ambulância para
o Instituto Doutor José Frota (IJF), com escolta de motopatrulhas do Batalhão
de Polícia do Meio Ambiente (BPMA).
Buscas - O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio;
e o vice-prefeito, Moroni Torgan; estiveram ainda na manhã de hoje no local e
informaram que foram disponibilizados todos os órgãos do Município para a
operação de resgate e salvamento das vítimas do desastre. Uma equipe do Conselho Regional de Engenharia
e Arquitetura (Crea) acompanhou o trabalho inicial realizado por duas equipes
da Perícia Forense do Estado (Pefoce).
O trabalho de buscas continua e, conforme previsão dos Bombeiros, vai
ser demorado até que os escombros sejam revirados por completo e os sobreviventes retirados.
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