As taxas de assassinatos voltaram
a crescer na Grande Fortaleza neste começo de 2020

O uso elevado de fuzis pelas
facções tem sido constatado pelas autoridades cearenses - No ano passado, 33
foram apreendidos no Estado
O esfacelamento da facção criminosa cearense Guardiões do Estado (GDE),
apregoado, recentemente pelo Ministério Público (MP-CE) e pelas forças da
Segurança Pública estaduais, desencadeou uma nova movimentação no mundo do
crime na Grande Fortaleza. Depois de ter perdido vários de seus “territórios”
para a organização criminosa rival, nos últimos anos, a facção Comando Vermelho
(CV) agora retoma os espaços nos bairros, comunidades, favelas e conjuntos
habitacionais da Capital cearense e de sua região metropolitana.
E nesta “reconquista” de seus espaços para o tráfico de drogas e outros
crimes, o CV não tem economizado munição, começando o ano com uma matança de
inimigos em diversos bairros da Capital e, principalmente, em cidades do
cinturão metropolitano, como Caucaia, Pacajus, Maracanaú, Maranguape, Cascavel
e Pacatuba.
Essa reação da facção originária do Rio de Janeiro com “braços” em todo
o País, tem impactado diretamente nas estatísticas das polícias Civil e Militar
e da própria Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). A taxa de Crimes Violentos, Letais e
Intencionais (CVLIs) na Grande Fortaleza voltou a subir na primeira quinzena de
janeiro, em comparação a dezembro, contrariando uma tendência que se registrou
por todo o ano de 2019.
Entre os dias 1º e 20 deste mês, foram registrados 112 assassinatos na
Grande Fortaleza, sendo 63 na região metropolitana e 49 na Capital. Em dezembro
último, neste mesmo período, os CVLIs totalizaram 85, sendo 42 em Fortaleza e
43 na RMF. A alta é de 31,7 por cento na comparação entre os dois períodos
(dezembro 2019/janeiro 2020).
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