PM tenta embarcar em voo com documento de pessoa falecida
O soldado da Polícia Militar Raul dos Santos Gonçalves foi preso em flagrante no Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza. Ele
tentou embarcar em um voo para Guarulhos usando uma Carteira Nacional de
Habilitação (CNH) com nome e CPF de outras pessoas. A passagem, inclusive, foi
comprada com outra CNH adulterada. Esta, com o CPF de um homem morto.
O caso aconteceu no último dia 15 de agosto. Ele foi preso em flagrante no
aeroporto, mas liberado pois a Justiça considerou que ele não oferece riscos à
sociedade.
O policial tentava viajar para Foz do Iguaçu, mas com uma parada em Guarulhos,
em São Paulo. Ele estava acompanhado de duas mulheres: a namorada, que ficou no
aeroporto com ele; e uma amiga do casal, que embarcou com destino a Guarulhos.
No embarque, ele apresentou uma captura de tela (print) de uma CNH com o nome
“Valter Anacleto dos Santos”. No entanto, uma funcionária da companhia aérea já
aguardava o passageiro pois havia a desconfiança que não se tratava da mesma
pessoa.
A desconfiança surgiu pois o sistema da empresa identificou que a compra foi
feita com o CPF de um terceiro homem (que constou como “titular morto”). Ou seja, na compra e na hora do embarque, foram
apresentadas duas CNHs adulteradas, com nomes e CPFs de outras pessoas.
Devido à situação, a Polícia Federal foi acionada. Em depoimento, a funcionária
da companhia disse que o policial respondia quando ela o tratava como “Valter”. Após apresentar a captura de
tela, a mulher solicitou o documento na versão digital, mas ele afirmou que não
teria como acessar o documento, pois estava em outro celular, descarregado; e
ele também não estava em posse da versão física da CNH.
Após a chegada da Polícia Federal, no entanto, Raul apresentou a CNH verdadeira,
que realmente pertence a ele. O policial argumentou que teria comprado as
passagens aéreas de um amigo, e pagado via Pix. Porém, ele disse não saber a
procedência das passagens e negou saber que as passagens estavam no nome de
outra pessoa - que está morta.
A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema
Penitenciário (CGD) tomou conhecimento do caso e abriu uma investigação contra
o policial.
Ele foi preso em flagrante, autuado por uso de documento falso e por falsificação
de documento particular.
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