terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Empresa suspeita de desviar verba de merenda escolar no CE movimentou mais de R$ 19 milhões

 Dupla foi presa em flagrante após sacar R$ 400 mil em espécie, no Interior do Estado

Valor de R$ 400 mil em espécie foi sacado pelos suspeitos em uma agência bancária em Iguatu, minutos antes da prisão em flagrante

A dupla presa em flagrante, na posse de R$ 400 mil em espécie, em Iguatu, no último dia 30 de dezembro, teria sacado o dinheiro para um empresário, proprietário de uma empresa suspeita de desviar verba da merenda escolar no Ceará e de movimentar mais de R$ 19 milhões. É o que aponta a investigação da Polícia Federal (PF).
Conforme documentos, a PF apurou que Antônio Oliveira Filho e Wallis Bernardo do Carmo realizaram o saque de R$ 400 mil, com cheques, na agência do Banco do Brasil de Iguatu, a mando do empresário Diego Marcondes Cartaxo Tavares, proprietário da DLA Comercial de Alimentos EIRELI. Os dois homens presos negaram, em depoimento, qualquer ato ilícito.
A defesa de Diego Marcondes Cartaxo Tavares e da empresa DLA Comercial de Alimentos, representada pelos advogados Artur Feitosa Arrais Martins e Iolanda Medeiros, emitiu nota em que garantiu que os clientes não têm relação com o saque de R$ 400 mil.
Antônio e Wallis foram detidos em flagrante e indiciados pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro. A dupla era escoltada por um policial militar, identificado apenas como 'Bebeto', - que não foi preso - no momento da abordagem da PF.
No dia seguinte à prisão, a dupla foi solta pela Justiça Federal no Ceará, em audiência de custódia, mediante o pagamento de fiança de um total de R$ 60 mil (sendo R$ 50 mil pagos por Wallis e R$ 10 mil pelo comparsa). Eles vão responder ao crime em liberdade.
Segundo um despacho da PF, "denotam-se indícios de que Diego Marcondes Cartaxo Tavares tem se utilizado de pessoas jurídicas e pessoas físicas interpostas para a realização dos referidos saques em espécie, havendo indícios de que os investigados Wallis Bernardo do Carmo e Antônio Oliveira Filho estariam, de fato, realizando condutas para a lavagem de dinheiro do suposto grupo criminoso relacionado no município de Iguatu/CE".
Diego já era investigado por fraudes em licitações e desvios de recursos públicos federais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), repassados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

FONTE – Diário do nordeste

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