segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Familiares denunciam agressões e tortura de detentos em presídio no Ceará

 Secretaria da Administração Penitenciária negou as agressões e informou que os ferimentos ocorreram quando os detentos tentaram atacar os agentes da unidade

Familiares denunciam agressões e tortura contra detentos de presídio em Itaitinga

Familiares denunciaram que detentos da Unidade Prisional de Estudo, Capacitação e Trabalho (UPECT), em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, foram agredidos e torturados pelos agentes do local. O caso teria ocorrido no dia 3 de janeiro, mas as imagens das vítimas feridas começaram a circular na última sexta-feira (16).
As fotos mostram os internos com marcas de agressões nas nádegas, costas, braços e outras partes do corpo.
Segundo a familiar de um dos detentos, que terá a identidade preservada, no dia do ocorrido estava tendo visita na unidade. No momento da saída, as pessoas ouviram barulhos semelhantes a tiros e gritos com pedidos de socorro.
A situação gerou desespero e pânico entre os visitantes, que deixaram o local sem qualquer informação oficial sobre o que estaria acontecendo dentro do local.
Depois a família do detento tomou conhecimento do caso e foi informada que o homem teve as visitas suspensas. Por conta disso, a família acionou uma advogada, que foi até à unidade e constatou ferimentos no cliente.
O irmão da denunciante, que está entre os agredidos, está preso há cerca de 7 anos, por tráfico de drogas e atualmente cumpre regime semiaberto.

SAP nega agressões - A Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP) disse que os internos são membros de um grupo criminoso de origem carioca e tentaram agredir policiais penais da unidade.
Ainda conforme a pasta, os detentos foram medicados e passaram por exame de corpo e delito.
A Corregedoria dos Presídios da Comarca de Fortaleza informou que recebeu a denúncia sobre as ocorrências envolvendo a UPECT e instaurou um procedimento para apuração do caso.
Já Defensoria Pública do Estado, destacou que mantém uma Comissão Permanente de Enfrentamento e Combate à Tortura e aos Maus-Tratos, responsável por receber denúncias e encaminhamentos apresentados por familiares, movimentos sociais e outros órgãos da sociedade civil. A entidade também está acompanhando as denúncias.

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