A prisão foi resultado de um trabalho investigativo da Polícia Civil do Estado do Ceará, por meio da Delegacia Municipal de Barro.
Um homem de 23 anos foi
preso na última quarta-feira (7), na cidade de Santa Helena, no estado da
Paraíba, suspeito de torturar a companheira e a enteada, de 14 anos, no
município de Mauriti, no interior do Ceará. A prisão foi resultado de um
trabalho investigativo da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), por meio da
Delegacia Municipal de Barro.
De acordo com as investigações, os crimes começaram na noite do dia 24 de
dezembro de 2025, véspera de Natal. O suspeito, identificado como José Rodrigues Neres Filho, teria
iniciado uma série de agressões físicas e psicológicas contra as vítimas.
Ainda conforme a apuração policial, em um dos episódios, o homem levou a
companheira à força para uma área de matagal em Mauriti, onde a manteve em
cárcere privado. No local, ele teria praticado enforcamento e cortado os cabelos
da mulher com uma faca.
A adolescente, enteada do suspeito, também teria sido alvo de agressões.
Segundo a polícia, José utilizou uma corda para bater na jovem, deixando marcas
visíveis nas costas.
Após os ataques, o suspeito fugiu do Ceará, mas continuou ameaçando as vítimas
e os outros filhos da mulher por meio de mensagens. Nas conversas, ele dizia
que retornaria para “terminar o serviço”.
Prisão na Paraíba - Diante da gravidade do
caso, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do investigado, que foi
deferida pelo Poder Judiciário. O homem foi localizado e capturado na noite de
quarta-feira (7), em uma residência na cidade de Santa Helena, na Paraíba.
Após a prisão, ele foi
conduzido para a Delegacia de Cajazeiras (PB), onde foi cumprido o mandado
judicial. José Rodrigues vai responder pelos crimes de lesão corporal dolosa no
contexto de violência doméstica, tortura, ameaça e descumprimento de medidas
protetivas de urgência, com base na Lei Maria da Penha.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito já possui antecedentes criminais por
delitos da mesma natureza e histórico de descumprimento de decisões judiciais.
Ele permanece à disposição da Justiça.
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