sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Intenso e demorado tiroteio no Crato deixou quatro mortos após confronto com a PM

Dois casos de intervenções policiais deixaram quatro mortos e quatro feridos na noite desta quinta-feira no centro de Crato.

Levi, "Neguinho" e "Cicinho" morreram no confronto com policiais militares

Dois casos de intervenções policiais deixaram quatro mortos e quatro feridos na noite desta quinta-feira (15) no bairro Alto da Penha em Crato. Por volta das 18h30min militares do BEPI se depararam com quatro pessoas armadas num veículo Jac J3 Turin de cor azul. Na tentativa de abordagem, houve intensa troca de tiros e o quarteto saiu ferido, sendo socorrido ao Hospital São Camilo não resistindo aos ferimentos.
Levi Justino da Silva, de 23, residia no Conjunto Minha Casa Minha Vida em Crato; Felipe Eduardo dos Santos, de 19, morava no Bairro Batateiras, Artanio Hipólito de Oliveira, de 25, o “Neguinho”, residia em Mauriti; e Cícero Jefferson Martins, de 29 anos, o “Cicinho” morava em Crato. Um policial militar também foi socorrido, mas por conta de uma torção no joelho.
Além do carro que ficou com muitas marcas de perfurações à bala, os PMs apreenderam uma pistola .40, outra calibre 7,65, dois revólveres calibre 38 e um total de 73 munições entre intactas e deflagradas. No mesmo instante uma equipe do RAIO trocou tiros com dois homens numa moto nas imediações do Mercado Walter Peixoto, sendo um baleado e outro preso. Nesse caso dois adultos, um adolescente e uma criança foram atingidos de raspão por disparos efetuados pela dupla da moto.
No confronto em que morreram quatro pessoas, os policiais do BEPI tinham obtido informações que iriam promover um ataque no bairro Pantanal ou Mutirão em Crato. Eles cuidaram de proteger as áreas e logo no Pantanal houve o confronto. Levi respondia por desacato e era testemunha do assassinato de João Clemente dos Santos, de 18 anos, o “Gaguim”, dia 6 de junho de 2023 perto da Indústria de Calçados Grendene.
Felipe não respondia procedimentos e “Cicinho” integrava associação criminosa. Já a ficha de “Neguinho” de Mauriti era bem extensa. Respondia porte e posse ilegal de arma, tráfico de drogas, assaltos, arrombamentos, lesões corporais, roubo de veículo e homicídio. 

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