A expectativa é que os novos pleitos ocorram de forma
simultânea no dia 1º de março
O Tribunal Regional
Eleitoral do Ceará (TRE-CE) deve definir, na próxima segunda-feira, dia 12, a
data para a realização de eleições suplementares nos municípios de Choró, Potiretama e Senador Sá. A
expectativa é que os novos pleitos ocorram de forma simultânea no dia 1º de
março, conforme sugestão técnica que será analisada pelo pleno do Tribunal, com
posterior homologação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O Ceará já realizou eleições suplementares recentemente. Em outubro de 2025, o
município de Santa Quitéria passou por novo pleito, que resultou na vitória de
Joel Barroso (PSB), filho do ex-prefeito Braguinha (PSB), anteriormente cassado.
O caso reforça um cenário recorrente de instabilidade política em cidades do
interior do Estado.
Em Choró, a nova eleição será
necessária após a cassação do registro de candidatura do prefeito eleito Bebeto
Queiroz, conhecido como Bebeto do Choró (PSB), e de seu vice, Bruno Jucá (PRD).
Bebeto foi alvo de operações do Ministério Público do Ceará e do Ministério
Público Eleitoral, que investigam possíveis fraudes em contratos públicos e
crimes eleitorais.
Em Senador Sá, a eleição suplementar
definirá os substitutos do prefeito Bel Júnior (PP) e da vice-prefeita
Professora Maria (PP), cassados por irregularidades cometidas durante a
campanha de 2024. A Justiça Eleitoral considerou ilegal o evento conhecido como
“Cavalgada do Bel”, classificado como showmício com uso de recursos públicos. A
cassação da chapa foi confirmada em duas instâncias, e Bel Júnior também foi
declarado inelegível.
Já em Potiretama, a nova eleição
decorre da cassação do prefeito Luan Dantas (PP) e da vice-prefeita Solange
Capelo (PT), acusados de abuso de poder político e uso indevido dos meios de
comunicação. O TRE-CE manteve a decisão por unanimidade, tornando Luan
inelegível por oito anos.
Além da cassação, Luan Dantas está preso preventivamente desde abril, suspeito
de ser o autor intelectual de um incêndio criminoso ocorrido no município de
Alto Santo. Com a vacância do cargo, a Prefeitura passou a ser comandada de
forma interina pelo presidente da Câmara Municipal, enquanto o município
aguarda a definição da nova eleição suplementar.
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