quinta-feira, 19 de março de 2026

Policial militar do Ceará é preso por suspeita de fraude em concurso da PM de Tocantins

 Outras sete pessoas foram presas - Detidos são suspeitos de integrar organização criminosa que teria fraudado concurso da Polícia Militar do Tocantins, realizado em junho de 2025

Documentos apreendidos com suspeito durante operação

Um policial militar do Ceará, identificado como o soldado Ítalo Nunes da Silva Mariano, está entre os oito presos da operação Última Etapa, deflagrada nesta quarta-feira (18) pela Polícia Civil do Tocantins. O alvo da operação são suspeitos de integrar uma organização criminosa que teria fraudado concurso da Polícia Militar do Tocantins, realizado em junho de 2025.
Os alvos da operação eram cinco candidatos que teriam fraudado o concurso e três servidores públicos que teriam ajudado na fraude. Ítalo foi preso no município de Serra Talhada, no interior de Pernambuco. Outros 5 suspeitos foram detidos em Pernambuco, enquanto 3 suspeitos foram presos nos estados da Paraíba, Pará e Goiás.
Ítalo passou por audiência de custódia ainda na tarde desta quarta no juízo da Central Especializada das Garantias de Serra Talhada, que manteve a prisão do militar e ordenou que ele fosse transferido para a sede do 5º Batalhão de Polícia Militar do Ceará, em Fortaleza, conhecido como "presídio militar". O homem já foi transferido para Juazeiro do Norte (CE) e aguarda traslado para Fortaleza.
As investigações são referentes a um esquema de fraude que teria ocorrido na primeira fase do concurso da Polícia Militar de Tocantins, realizada em 15 de junho de 2025. Segundo a Polícia Civil, o esquema utilizava o método de "pilotos", no qual candidatos contratam outras pessoas para realizar as provas no seu lugar.
Conforme a investigação, cinco candidatos teriam pago outras pessoas para fazer as avaliações da primeira etapa no lugar deles. Os candidatos teriam desembolsado até R$ 50 mil para isso. O esquema foi descoberto após a polícia concluir que as digitais e assinaturas colhidas no dia da prova não eram compatíveis com os registros de documentos coletados durante as provas.
Não está claro se Ítalo participou do esquema como candidato que pagou para fraudar a prova, como organizador do esquema de fraude ou de outra maneira. O nome do militar, porém, consta na lista de aprovados no concurso da Polícia Militar do Tocantins.

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