
Gularte foi preso em
julho de 2004 por tráfico de drogas
Autoridades da Indonésia
mantiveram a indefinição sobre a data para o cumprimento das sentenças de morte
dadas a um grupo de 11 prisioneiros - integrado pelo brasileiro Rodrigo
Gularte. O governo do país aguarda o resultado da revisão do processo judicial
de uma detenta filipina. O porta-voz da Procuradoria Geral da Indonésia, Tony
Spontana, afirmou que as execuções não ocorrerão nesse fim de semana porque o
processo de revisão penal da filipina Mary Jane Fiesta Veloso não foi
concluído. As autoridades do país também aguardam o resultado do segundo exame
psiquiátrico realizado nesta semana no brasileiro. O teste deve dizer se ele
sofre ou não de esquizofrenia paranoide, mas o laudo ainda não tem data para
ficar pronto. A defesa de Gularte tenta convencer a Justiça do país a desistir
da pena capital e transferi-lo para um hospital psiquiátrico. A tese se baseia
na lei indonésia, que impede a execução de prisioneiros que não estejam em
plenas condições mentais. Num primeiro teste feito no início do ano, Rodrigo
foi considerado esquizofrênico, mas as autoridades indonésias pediram uma
segunda avaliação. Nesta semana, parte dos dez detentos condenados por tráfico
de drogas e sentenciados à morte foi transferida para a prisão de segurança
máxima na ilha de Nusakambangan, onde sentenças dessa natureza são cumpridas –
indício de que as execuções ocorreriam em breve. Gularte já estava na
instalação prisional. Gularte tem 42 anos de idade, é paranaense e foi
condenado à morte em 2005. A prisão dele ocorreu em julho de 2004, quando
tentava entrar na Indonésia com 6kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe.
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