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Cremilson é procurado
pelo assassinato de policial e amigos de agentes
Para Cremilson Almeida de Souza,
o Coroa, um dos chefes do tráfico de drogas em Belford Roxo, na Baixada
Fluminense, o gerenciamento de seu negócio é baseado em uma regra direta e
incontestável: qualquer pessoa que more na região e mantenha algum tipo de
relacionamento com policiais – mesmo que uma simples amizade – deve ser eliminada.
Essa forma de operar está
descrita no pedido de prisão feito pelo Ministério Público do Rio de Janeiro
(MPRJ) contra Coroa e mais outros três integrantes de seu grupo: Wellington
Feliz Lima, o Lace, José Augusto Conceição Barros da Silva, o Pará, e Marcelo
Fernandes Silva, o Jebe.
Logo no primeiro dia deste ano,
os três últimos, a mando de Coroa, foram até uma casa localizada no bairro
Sargento Roncalli, em Belford Roxo – o imóvel era a residência de Wellington
Figueira de Oliveira Júnior.
Eles invadiram a residência e o
sequestraram, utilizando o próprio carro da vítima, um Astra, para fugir do
local. O corpo de Wellington foi encontrado horas mais tarde, no mesmo bairro,
carbonizado e junto ao veículo.
Segundo o Ministério Público, ele
foi assassinado por ter passado parte daquele dia em um bar no bairro Parque
Amorim, bebendo e conversando com um policial que era seu amigo.
Naquele mesmo dia, Lace, Pará e
Jebe atiraram contra Osiel de Paula Resende. O crime aconteceu no bairro Parque
São Lucas, também em Belford Roxo. Mesmo muito ferido, o alvo conseguiu
sobreviver.
Os bandidos chegaram ao local em
um carro azul com vidros escurecidos. Jebe fez os disparos, Lace dirigia o
veículo e Pará estava no banco do carona.
O motivo da tentativa de
homicídio - Osiel era amigo de vários policiais que moravam no bairro.
Naquele mesmo período, Coroa
divulgou uma lista de moradores de Belford Roxo que deveriam ser eliminados
pelo fato de serem policiais ou manter algum tipo de ligação com agentes da
lei.
"Para esses indivíduos, as
coisas funcionam assim: se alguém que mora na área dominada por eles mantém
qualquer relação com policiais, mesmo que seja uma simples amizade, essa pessoa
deve morrer", disse o Ministério Público.
A liderança de Coroa nas
comunidades de Belford Roxo está estabelecida pelo menos desde 2016, com vários
homicídios praticados por conta do conflitos com policiais.
De acordo com levantamento feito
junto ao Ministério Público, Coroa já foi preso pelos crimes de latrocínio,
roubo à mão armada, tráfico e associação para o tráfico de drogas. Em março de
2014, ele fugiu do Instituto Penal Edgard Costa, em Niterói.
Foi na região dominada por ele
que o cabo da Polícia Militar Daniel dos Santos e Silva foi morto, em maio de
2017, após acessar a comunidade Parque Roseiral atrás de um balão em queda. Ele
entrou na comunidade por equívoco junto com um grupo de amigos e, ao ser
abordado por traficantes, foi reconhecido como policial e baleado ao tentar
fugir.
Todos os quatro – Coroa, Lace,
Pará e Jebe – já têm prisão preventiva decretada pela Vara Criminal de Belford
Roxo.
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