
O Ministério Público Federal
(MPF) está investigando a existência de formação de cartel pelos postos de combustíveis
cearenses, resultando nos altos valores cobrados dos consumidos pelos produtos.
O órgão questionou, nesta segunda-feira (2), em reunião com o Sindicato do
Comércio varejista de Derivados de Petróleo do Ceará (Sindipostos) para apurar
os motivos dos preços elevados, a existência da prática.
O Ministério Público ainda
solicitou à Agência Nacional de Petróleo (ANP) o envio, no prazo de 15 dias, de
um relatório sobre o preço do combustível em Fortaleza. Durante a reunião, o
Sindipostos alegou haver um “paralelismo do preço do mercado por causa da
disputa muito acirrada” e que o órgão precisa ouvir todas as partes da cadeia
produtiva.
Segundo o órgão, Fortaleza tem um
dos preços mais altos do Nordeste em combustíveis, sendo o maior polo
consumidor. Na Capital, a diferença entre o menor preço encontrado (R$ 4,18) e
o maior (R$ 4,40) da gasolina é próxima de R$ 0,20. O Sindipostos afirma que a
variação se deve à logística para distribuição dos combustíveis, impostos e à
concorrência.
Os representantes dos postos
ainda fizeram questão de ressaltos o percentual de 29% pago de imposto sobre a
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado a donos de postos, um dos
mais elevados do Nordeste.
EM TEMPO – Em Iguatu o preço do
litro da gasolina em todos os postos é de R$ 4,49.
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