O Tribunal Regional
Eleitoral do Ceará (TRE — CE) decidiu, em reunião extraordinária realizada nesta
última segunda-feira (12), a data de realização de eleições suplementares para
prefeito e vice-prefeito em três municípios do Ceará: Choró, Senador Sá e Potiretama. Os pleitos irão ocorrer em 1º de
março.
As convenções partidárias, pelo que definiu a Justiça Eleitoral, deverão
ocorrer entre 23 e 25 de janeiro.
Choró - A decisão envolvendo Choró acontece
quatro meses após o TRE-CE manter a cassação do prefeito Bebeto Queiroz (PSB) e
do vice-prefeito Bruno Jucá (PRD).
Ambos foram acusados de comandar um esquema de compra de votos nas eleições
de 2024. A Corte ainda aplicou uma multa de R$ 53,2 mil, determinou a
inelegibilidade do prefeito por oito anos e ordenou a realização de novas
eleições na cidade. Bebeto está foragido.
Senador Sá - Em Senador Sá, os
políticos Bel Júnior (PP) e Maria Costa (PP), prefeito e vice-prefeita, respectivamente,
tiveram os mandatos cassados em segunda instância pela Justiça Eleitoral no mês
de novembro de 2025.
A Corte Eleitoral confirmou decisão anterior que condenou a chapa por abuso
de poder político e econômico, declarou o prefeito inelegível e manteve a
determinação de que sejam realizadas novas eleições no município.
Os desembargadores entenderam que o evento “Cavalgada do Bel” caracterizou
um showmício eleitoral, prática proibida pela legislação.
Potiretama - Também em novembro, a
Câmara Municipal de Potiretama convocou sessão extraordinária e votou pela
cassação do mandato do então prefeito de Potiretama, Luan Dantas (PP).
Ele está preso desde abril, acusado de encomendar um incêndio criminoso na
propriedade de um desafeto político. Dantas chegou a solicitar sucessivas
licenças à Casa, a fim de preservar o mandato durante o cárcere, mas a última
solicitação foi negada pelos vereadores.
Assim, a partir de 20 de outubro, o cargo de prefeito foi considerado vago.
A vice-prefeita, Solange Campelo (PT), assumiu a gestão interinamente, mas
também não seguiu na cadeira por muito tempo. Em outro processo, desta vez
judicial, a chapa foi cassada e afastada das suas funções pelo TRE-CE, que
demandou a realização de eleição suplementar no município.
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