terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Três municípios cearenses terão novas eleições para prefeito em março

 Os pleitos irão ocorrer em 1º de março

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE — CE) decidiu, em reunião extraordinária realizada nesta última segunda-feira (12), a data de realização de eleições suplementares para prefeito e vice-prefeito em três municípios do Ceará: Choró, Senador Sá e Potiretama. Os pleitos irão ocorrer em 1º de março.
As convenções partidárias, pelo que definiu a Justiça Eleitoral, deverão ocorrer entre 23 e 25 de janeiro.

Choró - A decisão envolvendo Choró acontece quatro meses após o TRE-CE manter a cassação do prefeito Bebeto Queiroz (PSB) e do vice-prefeito Bruno Jucá (PRD).
Ambos foram acusados de comandar um esquema de compra de votos nas eleições de 2024. A Corte ainda aplicou uma multa de R$ 53,2 mil, determinou a inelegibilidade do prefeito por oito anos e ordenou a realização de novas eleições na cidade. Bebeto está foragido.

Senador Sá - Em Senador Sá, os políticos Bel Júnior (PP) e Maria Costa (PP), prefeito e vice-prefeita, respectivamente, tiveram os mandatos cassados em segunda instância pela Justiça Eleitoral no mês de novembro de 2025.
A Corte Eleitoral confirmou decisão anterior que condenou a chapa por abuso de poder político e econômico, declarou o prefeito inelegível e manteve a determinação de que sejam realizadas novas eleições no município.
Os desembargadores entenderam que o evento “Cavalgada do Bel” caracterizou um showmício eleitoral, prática proibida pela legislação.

Potiretama - Também em novembro, a Câmara Municipal de Potiretama convocou sessão extraordinária e votou pela cassação do mandato do então prefeito de Potiretama, Luan Dantas (PP).
Ele está preso desde abril, acusado de encomendar um incêndio criminoso na propriedade de um desafeto político. Dantas chegou a solicitar sucessivas licenças à Casa, a fim de preservar o mandato durante o cárcere, mas a última solicitação foi negada pelos vereadores.
Assim, a partir de 20 de outubro, o cargo de prefeito foi considerado vago. A vice-prefeita, Solange Campelo (PT), assumiu a gestão interinamente, mas também não seguiu na cadeira por muito tempo. Em outro processo, desta vez judicial, a chapa foi cassada e afastada das suas funções pelo TRE-CE, que demandou a realização de eleição suplementar no município.

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